Território de Ancestralidade, Barro e Resistência em Santa Luzia, MG
Surgido em **1708**, o Quilombo de Pinhões foi formado por negros escravizados que trabalharam na construção do [Mosteiro de Macaúbas](https://www.santaluzia.mg.gov.br). Após a abolição, a comunidade se consolidou como um polo de autonomia, onde as **Balaieiras** — mulheres que equilibravam cestos com verduras, frutas e cerâmicas na cabeça — caminhavam quilômetros até Belo Horizonte para garantir o sustento.
A Capela de Nossa Senhora do Rosário (1888), coração da fé quilombola.
A capoeira em Pinhões e Santa Luzia é indissociável da figura de **Mestre Jansen** (Jansen Ferreira de Castro). Baluarte da cultura afro-brasileira na região, ele utilizou a roda como ferramenta de [educação e afirmação da identidade negra](https://capoeira.iphan.gov.br). Sua atuação ajudou a manter viva a chama da resistência que hoje se manifesta também na **Guarda de Catopés**, com mais de 100 integrantes.
A Ginga da Luta
Capoeira como patrimônio e ferramenta social.
Legado da Mestra Vagna
O artesanato de barro que encantou Minas Gerais.
Recentemente, Pinhões se tornou o centro de uma romaria contra os impactos do **Rodoanel Metropolitano**. A comunidade denuncia que o projeto ameaça nascentes e o sossego histórico do quilombo sem a devida [consulta prévia aos moradores](https://www.brasildefato.com.br/2024/09/16/sem-consulta-a-comunidade-quilombola-rodoanel-e-aprovado-em-conselho-de-santa-luzia-mg/).
O [Festival Comida de Quilombo](https://www.santaluzia.mg.gov.br) resgata pratos ancestrais como o **Frango com Ora-pro-nóbis**, símbolo da segurança alimentar e tradição local.